Irmãos e
irmãs, o Evangelho de hoje apresenta dois tipos de segurança usados como
desculpa para não seguir Jesus: a família e os bens materiais. Jesus quer a
construção de uma sociedade diferente, que seja fraterna e solidária, em que a
família esteja a serviço dessa nova realidade. Renunciar a própria família não
significa esquecer-se dela, mas colocar Deus em primeiro lugar.
Outra segurança, usada como desculpa para
não seguir Jesus é a econômica, ou o apego aos bens materiais. Jesus nos
convida a gastar nossa vida como um investimento de felicidade, pois quando temos
coragem de nos opor à arrogância, à violência, aos vícios e prazeres sem
sentido, à injustiça, à propagação do ódio entre irmãos, então abraçamos a
nossa cruz, imitando e seguindo o Senhor Jesus.
Mas ele nos alerta que para agir assim,
precisamos calcular bem se vamos assumir esse novo modo de viver com toda
radicalidade e perseverança. Do contrário, vai ser como o rei que saiu para uma
guerra e não mediu a força do inimigo, e vai ter que se entregar. Ou como aquele
que começou a construir uma torre e não calculou o quanto iria gastar, não
conseguindo continuar. Todos vão debochar dele.
Por isso é preciso calcular bem, a fim
de abrir mão de coisas que nos prendem, sabendo que renunciar a tudo para
seguir Jesus não é apenas seguir seus passos, mas viver como Ele viveu,
colocando o Reino de Deus no centro de tudo e desapegando-se das coisas e das
pessoas. Esse é o fundamento para que o reino dos céus viva em nós e Jesus
seja o nosso Rei, Senhor e Mestre.
Que Maria seja nosso modelo e nos
inspire a construir nossa casa sobre a Rocha. Do contrário, estaremos
construindo na areia e nunca seremos considerados discípulos e seguidores de
Jesus.
Mãe do Perpétuo Socorro, Rogai por nós!
Diácono Edilson da Costa



